Esse post contém Spoilers sobre o episódio final de LOST
Eu jamais imaginei que a série de TV mais cultuada deste século, aquela que redefiniu o conceito de televisão, fosse terminar em uma cena em que o elenco se confraterniza em uma igreja.Sim, Lost, aquela série do episódio piloto mais avassalador da história da TV e cujo enredo rendia horas de discussões empolgantes, teve um desfecho digno da novela Viver a Vida.Nem vale a pena entrar em detalhes sobre os 140 minutos que colocaram um fim na saga do sobreviventes do vôo 815 da Oceanic, mas “The End”,episódio que o canal AXN transmite hoje a partir das 20h, pode ser definido como um misto indigesto de um folhetim global e daqueles filmes açucarados que tratam de vida após a morte, como “Amor Além da Vida”, fita cultuada principalmente por donas -de -casa e aposentados.
No entanto, quero deixar claro que não pertenço aquela corrente de fãs que achava que a sexta temporada (em especial o último episódio) deveria responder e contextualizar todos os mistérios que os criadores jogaram no colo do telespectador ao longo desses seis anos de exibição, até porque em se tratando de Lost , as perguntas sempre foram melhores que as respostas, ( até agora bate aquele constrangimento ao lembrar cena em que Jacob explica para Jack, Hurley e Cia o motivo deles terem sido recrutados como possíveis guardiões da ilha). O que sempre me interessou na série, foi a complexidade e ambigüidade dos personagens, como Ben ( o episódio em que ele se une aos outros para matar todos do staff da Dharma, inclusive o próprio pai, é memorável !) , a médica Juliet (que antes de ser converter ao “bom mocismo”, ajudou o Ben em várias tramóias e tentou induzir o Jack a matá-lo) ,e John Locke ( que sempre rendeu flashbacks intrigantes e lacrimejantes) .
Diante disso, é triste constatar que Carlton Cuse e Damon Lindelof, planejavam desde o início arrematar a trama com um enredo que envolvia uma rixa de irmãos, um lago encantado e vida após a morte. Mas nem isso o consegue anular os feitos dessa série, que não só tornou-se um marco da cultura pop, como também colocou a ficção científica de volta no mapa da TV aberta americana, gênero que andava maltratado pela tela pequena desde do término agonizante de Arquivo X. Entre mortos, feridos, escotilhas, combinações numéricas e realidades paralelas, Lost comprovou a máxima do visionário Robert McKee, uma verdadeira sumidade entre os roteiristas americanos : “A televisão irá dominar o futuro da narrativa. Mais livre e ousada, dominada por escritores-produtores e tecnicamente impecável, baterá o cinema, na arte de criar ilusões e contar grandes histórias”.
No entanto, quero deixar claro que não pertenço aquela corrente de fãs que achava que a sexta temporada (em especial o último episódio) deveria responder e contextualizar todos os mistérios que os criadores jogaram no colo do telespectador ao longo desses seis anos de exibição, até porque em se tratando de Lost , as perguntas sempre foram melhores que as respostas, ( até agora bate aquele constrangimento ao lembrar cena em que Jacob explica para Jack, Hurley e Cia o motivo deles terem sido recrutados como possíveis guardiões da ilha). O que sempre me interessou na série, foi a complexidade e ambigüidade dos personagens, como Ben ( o episódio em que ele se une aos outros para matar todos do staff da Dharma, inclusive o próprio pai, é memorável !) , a médica Juliet (que antes de ser converter ao “bom mocismo”, ajudou o Ben em várias tramóias e tentou induzir o Jack a matá-lo) ,e John Locke ( que sempre rendeu flashbacks intrigantes e lacrimejantes) .
Diante disso, é triste constatar que Carlton Cuse e Damon Lindelof, planejavam desde o início arrematar a trama com um enredo que envolvia uma rixa de irmãos, um lago encantado e vida após a morte. Mas nem isso o consegue anular os feitos dessa série, que não só tornou-se um marco da cultura pop, como também colocou a ficção científica de volta no mapa da TV aberta americana, gênero que andava maltratado pela tela pequena desde do término agonizante de Arquivo X. Entre mortos, feridos, escotilhas, combinações numéricas e realidades paralelas, Lost comprovou a máxima do visionário Robert McKee, uma verdadeira sumidade entre os roteiristas americanos : “A televisão irá dominar o futuro da narrativa. Mais livre e ousada, dominada por escritores-produtores e tecnicamente impecável, baterá o cinema, na arte de criar ilusões e contar grandes histórias”.


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